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Fonte: http://www.sergioboechat.blog.br/nota.php?l=5588132a2557b96df6699e0e4f716b48

UM EXEMPLO DE POLÍTICO SÉRIO.

29/08/20 21h40

O Senador José Reguffe, representante do DF e atualmente sem partido, possui formação em Jornalismo pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB) e em Economia pela Universidade de Brasília (UnB). Ex-líder estudantil, foi presidente do Centro Acadêmico de Economia da Universidade de Brasília - CAECO-UNB e Vice-Presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (DCE-UnB). Foi um dos autores da ação popular que extinguiu o auxílio moradia dos Deputados Distritais em 1999. Conhecido por defender uma nova forma de se fazer política, defendeu o fim dos salários extras e do excesso de gastos dos parlamentares.

Reguffe ficou conhecido por fazer suas campanhas de forma simples distribuindo sozinho seus panfletos de campanha com suas propostas pelas ruas do Distrito Federal. Depois de duas tentativas, 1998 e 2002, foi eleito deputado distrital em 2006 com 25.805 votos. Em 2010, após seu mandato como Deputado Distrital, foi eleito o Deputado Federal proporcionalmente mais votado do país com 266.465 votos - 18,95 por cento dos votos válidos . Atualmente é Senador pelo Distrito Federal, tendo sido eleito em 2014 com 826.576 votos - 57.61% dos votos válidos.

José Reguffe é filho de um Oficial da Marinha do Brasil - o Contra-Almirante Luiz Paulo Reguffe – neto do ex-Deputado Federal constituinte Expedito Machado da Ponte e sobrinho do empresário e ex-Senador -1995-2003-Sérgio Machado, com quem Reguffe chegou a trabalhar no seu gabinete no Senado. Entretanto, de acordo com o atual Senador, eles se afastaram há muito tempo e já não se falam mais. Em 2010, Reguffe apresentou em seu primeiro dia de mandato como Deputado, uma série de ofícios formalizando diversos cortes no seu gabinete. Todos em caráter irrevogável. Abriu mão dos salários extras, reduziu a verba de gabinete, reduziu o número de assessores de 25 para apenas 9, entre outras medidas, que geraram uma economia direta aos cofres públicos de mais de R$ 2,3 milhões. Economia que se fosse repetida pelos outros 512 deputados, daria mais 1,2 bilhão de reais.

Eleito Senador, repetiu a primeira atitude que teve como Deputado Distrital e Deputado Federal, protocolando, em seu primeiro dia de mandato como Senador, uma série de ofícios formais na Direção Geral da Casa realizando diversos cortes no seu gabinete. Com esses cortes, só a economia direta aos cofres públicos do seu Gabinete foi de 16,7 milhões de reais - economia nos oito anos, como os cortes foram em caráter irrevogável, já está feita. Isso fora a economia indireta, como encargos sociais dos servidores não contratados, gasolina do carro oficial que ele abriu mão no seu primeiro dia de mandato, possíveis despesas com saúde do plano de saúde que ele também abriu mão. Reguffe foi o primeiro Senador na história a abrir mão do Plano de Saúde vitalício dos senadores. Caso todos os senadores repetissem a mesma economia, a economia aos cofres públicos seria de mais de 1,3 bilhão de reais.